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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Discos de estrelas "alimentaria" buracos negros

    
 No canto direito superior, imagem ampliada do centro da galáxia de Andrômeda mostra o que parece ser um disco de estrelas azuis próximo a um buraco negro. No canto inferior direito, uma simulação do disco junto ao buraco negro



Foto: Nasa/ESA/T. Lauer/Divulgação

  
Um dos grandes mistérios da ciência pode estar próximo de uma explicação. Por anos os cientistas estão intrigados sobre como os buracos negros supermassivos conseguem matéria suficiente para atingirem seus tamanhos. A resposta pode estar em um disco de estrelas encontrado próximo ao centro da galáxia de Andrômeda, um fenômeno que pode ser mais comum do que se pensava. As informações são da New Cientist.


Buracos negros que tem massas milhões ou até bilhões de vezes maiores que a do Sol ficam no centro de galáxias, inclusive na nossa. Esses buracos foram "engordados" por gigantescos amontoados de gás, mas os astrônomos não sabem como esse gás fazia a última parte da migração, um caminho por dezenas ou centenas de anos-luz, para ser "comido".

Os astrônomos Philip Hopkins e Eliot Quataert da Universidade de Berkeley, no Estado americano da Califórnia, sugerem que a formação de um disco de estrelas facilita o curso do gás, formando um caminho pela espiral até o buraco negro.

De acordo com simulações dos cientistas, quando há gás suficiente para a formação de um amontoado de estrelas orbitando um buraco negro, essas estruturas se alinham em forma de um disco elíptico que pode se estender por dezenas de anos-luz do centro da galáxia.

ssa estrutura oval acaba por atrair gás, criando diversos fluxos. O gás perde força ao longo do processo e, finalmente, acaba por ser "engolido" pelo buraco negro. Dessa forma, os buracos negros poderiam consumir 10 vezes a massa do Sol por ano, segundo os cientistas. Os pesquisadores ainda dizem que no auge da "gula" dos buracos negros, há 10 bilhões de anos, essa maneira seria suficiente para alimentar esses gordões do espaço.

domingo, 25 de abril de 2010

Sonda da NASA envia imagens inéditas do Sol

A sonda da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, lançada para estudar o Sol, enviou as primeiras imagens do astro. Chamada de Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), a nave enviou imagens de explosões gigantescas e grandes arcos de gases. A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra.




O SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar até pelo menos os próximos cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que meteorologistas conseguem prever o clima da Terra.



A atividade solar tem uma influência profunda na Terra. Grandes erupções de partículas carregadas e a emissão de radiação intensa podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de comunicação além de significar um risco à saúde de astronautas.


Dínamo solar



Os instrumentos do SDO operam em comprimentos de onda diferentes, com isso os cientistas poderão estudar a atmosfera do Sol em camadas. Mas, o grande desafio para a sonda será analisar o funcionamento do dínamo solar, uma profunda rede de correntes de plasma que geram o campo magnético do Sol. É este dínamo que, em última análise, é o responsável por todas as formas de atividade solar, desde as explosões na atmosfera do Sol até as áreas da estrela relativamente mais frias, chamadas também de manchas solares.
 
imagem de explosões gigantescas e de grandes arcos de gases ( foto: AP)



imagem mostra radiação ultravioleta do sol

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Nebulosa é considerada maternidade de estrelas

A Nebulosa Pata de Gato, NGC 6334, é uma enorme maternidade estelar, local de nascimento de centenas de estrelas de grande massa. Em nova imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul, ESO, obtida pelo telescópio de rastreio VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) situado no Observatório do Paranal, no Chile, a radiação infravermelha penetra no gás brilhante e nas nuvens de poeira que encobrem a imagem fazendo com que algumas das estrelas jovens escondidas possam ser observadas.



Localizada na direção do centro da Via Láctea, a 5.500 anos-luz da Terra, na constelação do Escorpião, a Nebulosa Pata de Gato estende-se ao longo de 50 anos-luz. Em radiação visível, o gás e poeira são iluminados por estrelas quentes jovens, criando estranhas formas avermelhadas que dão ao objeto o seu nome. Uma imagem recente do WFI do ESO (Wide Field Imager), em operação no Observatório de La Silla capturou esta luz visível em grande detalhe. NGC 6334 é uma das maternidades de estrelas de grande massa mais ativas da nossa galáxia.


O VISTA, a mais recente adição ao Observatório do Paranal, no deserto chileno do Atacama, é o maior telescópio de rastreio do mundo. Trabalha nos comprimentos de ondas infravermelhas, o que o torna capaz de observar através de muita poeira. Deste modo podemos observar objetos até então invisíveis. A radiação visível tende a ser absorvida pela poeira interestelar, mas esta poeira é praticamente transparente à radiação infravermelha


Imagem obtida pelo telescópio infravermelho da Nebulosa Pata de Gato. A poeira que encobre muitas estrelas torna-se quase transparente, revelando uma série de novas estrelas


Foto: ESO/Divulgação

Fotos Históricas do Hubble

O Hubble está em Órbita desde 1990


 Em 1994, o Hubble fotografou o núcleo da galáxia M100




Em 1998 a morte de estrelas foi observada



Em 1999, o Hubble registrou imagem da nebulosa Carina, uma intensa região de nascimento de estrelas na Via Láctea, registrou também a imagem do encontro entre duas galáxias e também a sombra da lua lo passando em Jupiter.



Nebulosa Carina 


encontro entre duas galáxias


Sombra da Lua lo em Jupiter


Em 2001, o telescópio registrou imagens da nebulosa Cabeça de Cavalo





Em 2004, o Hubble registrou uma imagem chamada de Ultra Deep Field, que mostra cerca de 10.000 galáxias de vários formatos e tamanhos.


Em 2008, o Hubble fotografou a nebulosa Cisne e a nebulosa Olho de Gato

nebulosa Cisne


nebulosa Olho de Gato

Em 2010, O Hubble capturou a imagem mais profunda do Universo.

 

Atenção Alunos do Ensino Médio, temos uma missão importantíssima: Medir o Raio da Terra usando o método de Eratóstenes

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica tem grande prazer em convidar você, seus alunos e sua escola para participar do PROJETO ERATÓSTENES, o qual visa medir o raio de Terra, usando o método do grego Eratóstenes.



CONVITE PARA PARTICIPAR DO PROJETO ERATÓSTENES!






Que tal medir, com sua escola e com muitas outras do Brasil (e de outros países), o raio da Terra, assim como Eratóstenes fez há uns dois mil e trezentos anos atrás?


Há mais de 2000 anos atrás, um grego chamado Eratóstenes, funcionário da biblioteca de Alexandria, mediu engenhosamente as dimensões do planeta Terra utilizando noções básicas de trigonometria e astronomia, observando as disposições das sombras de determinados objetos em duas cidades diferentes.


Em 2010, convidamos todas as escolas brasileiras e seus alunos de Ensino Médio a participarem do internacional Projeto Eratóstenes, cujas atividades reproduzirão este experimento de maneira semelhante.



Escolas de diferentes estados brasileiros e de diferentes países trabalharão juntas nesta atividade.



Com grande importância histórica para a Ciência através de Eratóstenes, este experimento também trará uma rica experiência interdisciplinar para professores e alunos de diversos estados brasileiros e de outros países.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Estrela Cadente >> definição científica


AS ESTRELAS CADENTES SÃO FENÔMENOS LUMINOSOS QUE OCORREM NA ATMOSFERA, DECORRENTES DO ATRITO E DA VAPORIZAÇÃO de corpos sólidos vindos do espaço, os chamados meteoróides. Quando estes penetram na atmosfera, a velocidade de até 250 mil quilômetros por hora, se desintegram, dando origem a um rastro luminoso e ionizado, de curta ou longa duração os meteoros ou estrelas cadentes. Numa noite escura, com o céu muito limpo, pode-se observar, com alguma sorte, mais de dez estrelas cadentes por hora, às vezes acompanhadas de explosões semelhantes a um trovão abafado. Os meteoros que não se desintegram e atingem o solo recebem o nome de meteoritos.


domingo, 18 de abril de 2010

ENEM vai ser usado na 1ª Fase do vestibular 2011 da UFPE e como forma única de seleção do Vestibular da UFRPE

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) decidiu, no fim da manhã desta sexta-feira (16), utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como seleção para a primeira fase do Vestibular 2011. A Covest continua responsável pela segunda fase da prova.
O peso da nota vai ser de 50% para o Enem e 50% para a segunda fase. A exceção é o curso de Oceonagrafia, no qual toda a seleção será feita através do Enem. O curso será incluído no Sistema de Seleção Unificada (SiSU).


Já a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) acertou o uso da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o Vestibular 2011. O uso se dará da mesma forma que no ano passado: a nota do Exame será a única forma de seleção dos candidatos. O principal da decisão é o fato de, de acordo com a Universidade, essa forma de processo ter dado certo no último vestibular.


A Universidade de Pernambuco (UPE) afirmou na terça feira (13.04.2010) que não vai mudar a forma de seleção usada no ano passado, já que a forma utilizada deu resultado, de acordo com a pró-reitora de Graduação da UPE, Izabel Avelar. Isto significa que a nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) não será usada.



As provas do ENEM estão previstas para os dias 06 e 07 de novembro de 2010

Cineminha 3D

Atenção Alunos do Geração Colégio e Curso...(8° Ano EF à 3ª Série EM)

Cine aula

Dia: 11.05.2010

Cinema: 3D do Shopping Guararapes

Filme: Alice no país das maravilhas

Horário de saída da escola: 13:30( PONTUALMENTE)

Horário da sessão do filme: 16h

Horário de chegada na escola: (*previsto:  20h)


Todos os alunos que participarem do Cine aula receberão um questionário, onde terão que entregá-lo(respondido) no dia 15.05.2010. Esse questionário valerá de 0 a 10 pontos(referente ao trabalho da 2ª unidade) das seguintes disciplinas:

MATEMÁTICA
FÍSICA
PORTUGUÊS
INGLÊS
REDAÇÃO
SOCIEDADE E CULTURA
GEOGRAFIA
**QUÍMICA
**BIOLOGIA
** a confirmar essas disciplinas**
Os alunos menores de 18 anos devem trazer autorização assinada pelos pais ou responsáveis.


Observação importante:

A sala 3D do shopping guararapes possui apenas 140 óculos disponíveis, logo, estão previstas 128 vagas para os alunos, portanto, garantirão a ida para o passeio os 128 primeiros alunos que pagarem a taxa.
Não deixem para última hora!


Relembrando: Último cine aula (29.05.2009)  Shopping Boa Vista - Filme: anjos e demônios



Professores responsáveis:


Renata Alexsandra
Evandro Vieira

sábado, 17 de abril de 2010

Besouro é o inseto mais forte do mundo


O inseto mais forte do mundo é um tipo de besouro macho, que precisa usar todo o seu poder para acasalar com as fêmeas em meio a fezes de animais, informaram cientistas britânicos e australianos no dia 23.03.2010

O Onthophagus taurus é capaz de puxar 1.141 vezes seu próprio peso corporal: o equivalente para uma pessoa de 70 quilos conseguir levantar 80 toneladas, o peso de seis ônibus de dois andares.

Foto: Alex Wildo Photography




Meteoro ilumina o céu dos EUA

Um meteorito que caiu na terra deixou um rastro de luz e se desintegrou em um grande clarão no meio-oeste americano. Uma webcam instalada no telhado de uma universidade na cidade de Madison, no estado de Wisconsin, registrou o momento. A luz chegou a ser vista também nos estados de Missouri, Illinois e Iowa. Aparentemente, o corpo celeste não causou estragos. (Foto: AP)

Entenda a relação da maior máquina do mundo com a origem do Universo

Quando o acelerador gigante de partículas LHC, na Europa, começou a colidir os primeiros prótons uns contra os outros, muita gente disse que o homem "brincava de Deus" ao construir a maior máquina do mundo – um túnel subterrâneo de 27 quilômetros – para reproduzir condições semelhantes às do surgimento do Universo.

Mas, afinal de contas, o que os prótons – partículas muito pequenas que ficam no núcleo dos átomos – têm a ver com a teoria do Big Bang, segundo a qual o Universo surgiu de uma espécie de explosão há cerca de 14 bilhões de anos?

Dentro do LHC, a cosmologia – ciência que estuda a história do Universo – e a física quântica – que estuda as partículas menores que existem – se encontram.

Essa união inusitada só é possível porque, em determinado ponto da evolução do universo, menos de uma pequeníssima fração de segundo após o Big Bang, acredita-se que houve uma grande "sopa" de partículas. Essa mistura esfriou, se expandiu e deu origem a tudo o que conhecemos hoje.

O problema é que a única forma de entender como funcionava essa grande "sopa" é quebrar os objetos em pedaços cada vez menores: moléculas, átomos, prótons e finalmente quarks, léptons e bósons. Para chegar nesses últimos, é necessária tanta energia que só mesmo uma espécie de "pista de corrida" de 27 quilômetros consegue resolver.

Colisão de prótons dentro do LHC gera informações para o estudo de partículas muito menores do que um átomo. A partir de imagens como essa, gerada dentro de um dos sensores da máquina, cientistas conseguem confirmar as leis mais avançadas da física. (Foto: Divulgação)


Quando os prótons se chocam dentro do LHC, sensores de última geração analisam seus estilhaços, formados por essas minúsculas partículas. Por meio de "fotos" da colisão é possível entender o comportamento delas, e analisar como se comportariam dentro da "sopa primordial" que deu origem às estrelas e planetas.

Multiuso
Mas não é somente essa a função do LHC. A máquina gigante é, antes de tudo, uma forma de alargar as fronteiras da ciência, ou seja, entender como funcionam as menores partículas que conhecemos e, quem sabe, até descobrir algumas novas.

"O LHC é extremamente importante porque está abrindo a física para um mundo que a gente ainda não viu. É como se você passasse anos dentro de uma casa fechada, não tivesse a menor noção de como é o mundo lá fora, e de repente você abre uma janela e vê esse novo mundo, e fala 'Olha só quanta coisa nova que eu não sabia que existia!'", explicou o físico brasileiro Marcelo Gleiser em entrevista ao G1.

Uma das novas partículas mais buscada – mas nunca vista – é um tal "bóson de Higgs". Dentro da grande "sopa", foi ele que supostamente deu massa à matéria na hora em que as partículas se transformaram nos primeiros átomos. Se a história é verdadeira, só se vai saber caso esse bóson apareça nas colisões entre os prótons.